segunda-feira, 2 de março de 2026

E quantos anos se passaram!

Pois então, estava aqui olhando esse blog e vendo quanto tempo passou desde então. 

Eu queria muito que as coisas tivesse mudado bastante, e de certa forma mudaram. De um lado para melhor e de outros para pior ou mais do que pior.

Não tenho muitas novidades desde então.

Ainda continuo o tratamento que começou lá em 2007, quando meu diagnóstico era de depressão e ansiedade e hoje, mesmo com maiores informações acerca de tudo do que é mais complexo na referência de saúde mental, luto para encontrar o meu lugar ao sol.

Hoje tomo vários medicamentos, os quais antes nem sonhei que chegariam a tantos:

Venlafaxina
Gabapentina
Quetiapina
Alprazolam
Duloxetina
Trazodona.

Gabapentina e Duloxetina estão enquadradas mais no setor de dor neuropática, já que desenvolvi dores fortes e constantes no corpo, mas me tratava há longo prazo de cefaleia crônica.

Os demais não tenho como mexer, pois desencadeiam um espiral emocional que me faz o tempo todo achar que nunca vou estar bem.

Mesmo hoje, depois de alguns anos de terapia e com a ajuda da mesma psiquiatra, não consigo chegar a um aval sobre o que tomar e a cada dia fica mais difícil ou mais cheio de medicamentos.

É triste. Hoje é um dia ruim, estou chateada com o meu trabalho, que é um outro patamar a ser descrito, estou de mal com o meu corpo, pois voltei a pesar 70 KG, não estou feliz e não tenho uma referência de meta ou sonho a ser realizado.

É um dia após o outro e hoje não é um dos dias em que eu gostaria que houvessem outros. Se transtorno de bipolaridade, que é meu diagnóstico é viver desta forma, então como é viver de outras?

Resolvi trazer anotações diárias sobre a minha vida, para ver uma diferença de visões que tenho.